14 fevereiro 2007

Poucas palavras


Retoque digital sobre foto:
Valour and Cowardice
Alfred Stevens (1817-1876)

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Semana passada, no Sarau da Pastorarte, um performático "over" distribuiu papeizinhos com mensagens durante sua performance "contundente". Eu ganhei essa:
"O medo tem alguma utilidade, mas a covardia não." Mahatma Gandhi
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Já faz uns dias que eu to me achando estranho e não consigo saber se isso é bom ou ruim.
Uma coisa me agrada, estou ousando em pequenas doses, pensando em ser feliz.
Considerando que eu sou eu, isso já é um puta de um avanço.

11 fevereiro 2007

Amanhã


É dia de começar,
de ter força e boa vontade,
de estar disposto.

É um dia depois da viagem,
quando as lembranças começam a desaparecer.

Pelo menos pra mim, que não vou ficar falando da viagem.

Sou do tipo que não fica falando muito do que aconteceu,
parece que qdo eu contar algo,
aquilo que realmente aconteceu,
acaba de perder a chance de contunuar, tal como foi,
cai enfraquecido pela minha versão dos fatos,
fadada a ser uma visão entre tantas.

Parece um a grande frescura da minha parte, dizer isso,
mas não é, mesmo.

Eu sinto que é dessa forma e contra meu sentimento nada se pode alegar.

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Ao contrário de minha concordância com Zeca Baleiro em um post passado,
agora queria ser feliz, ou triste, tanto faz.

Não queria estar no limbo do fim de uma viagem,
rumo a uma semana "comum".

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Sabia que tinha que escrever sobre isso,
assim que comecei um incômodo foi se dissipando...

Parece que muitas coisas mudam e a vida continua a me surpreender.
Voltar de uma viagem dessas não foi doloroso como de outras vezes.

Conhecer um pouco melhor as pessoas e a mim mesmo,
nunca deixa de ser impressionante, as vezes amargo,
as vezes, de nos fazer sorrir, sempre essencial.

Aquilo tudo que deixamos no passado,
mais, ou menos recente,
pode nos acorrentar, pesar, ressentir...

Muitas vezes me fez melancólico, com medo de perder,
o que, na verdade, já não tinha.

Ai, que graça, toda essa falação minha.

Quanta falta de ritmo e compasso,
Quantas idéias atravessadas, sobre tantas coisas...

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Engraçado como a gente esquece que não esta na vida,
para congelar no feezer e depois esquentar no microondas.

Tudo passa e é essa passagem a razão de sermos assim e aqui.

Aqui são todos os lugares de nossas vidas,
cenários únicos dessa novela,
assim, todos esses sentimentos que temos,
e os outros nunca poderão entender,
agora, é o tempo e toda essa história,
me dizendo que essa é a hora,
de sorrir, calar e em silêncio, dar graças...

Boa noite.

04 fevereiro 2007

Sabe...



Tenho sede,
nessa tarde quente em que o sol racha os pensamentos ao meio,
estou ansioso para não ter receios,
com vontade de não me render à preguiça,
para não deixar, que o amarelo enfadonho, das horas sem motivação,
venha me mumificar e expor-me num museu.

Cheio de vontade de ter idéias,
embora elas ainda passem, sem deixar a exata lembrança,
do que eu precisava, para não as esquecer.

Cansado,
de ler textos cheios de pretensão,
de serem letras cultas ou descoladas,
algo que se deve ler.

Me sinto,
dobrado ao meio e desbotado,
surrado e gasto da vida,
igual as boas calças jeans.

Assim,
passando a mão no rosto pra ficar acordado,
pra não ter aqueles meio-sonhos,
misturados com flashs do cotidiano sacal.

Meio enjoado,
como se um reflexo cegante do sol num espelho,
me despertasse forte ânsia, pra vomitar.

Até que não seria mal.
.............................................
As vezes,
essas coisas e estados comuns não são suportáveis,
nosso corpo dói e arde por um pouco de vida,
mais intensa e sentida, mais cheia de vontade.

Quero tomar um susto,
quero ser o vilão injusto sentenciando os inocentes,
levar um murro que me quebre a cara,
acordar da inconsciência sem saber pra onde ir.

Esconder-me,de perseguidores à espreita, de cães a rosnar,
sussurrar perigosos segredos, mortais ou nem tanto,
descerrar o manto, fazer cair o véu.

Sair,
correndo entre becos escuros, caindo e levandando,
respirar cansado, sedento, sem alento,
desesperar-me até gelar a espinha, cegar e ruir.
.............................................
Depois,
tudo isso que não foi, mas é como se sim,
fica aqui comigo, parte de mim,
me enevôa e ritma a mente,
entre louco e indecente,
me conforta pra dormir.

29 janeiro 2007

Deja vu


Eu sei sim, já vi tudo isso acontecer.
A gente se apega às pessoas, aos relacionamentos, amizades, contextos de vida, aos hábitos e até aos objetos, confortos e posses. Parece que não pode viver sem aquilo.
Mentira e ilusão.
No meio de todo o processo pra descobrir isso, pode haver um turbilhão de sentimentos, de apego, rancor e mágoa, saudade e melancolia. Pode existir um coração que ameaça enrijecer para protejer-se de eventos futuros. Pode haver um olhar vazio que não se fixa muito mais, pra não correr o risco de se afeiçoar.
Mas esses extremos só servem bem as almas ainda pequenas, ou os propósitos das novelas e folhetins.
Não que seja doce ou tão fácil aprender, mas nesses desapegos, sem perder o valor bem medido de cada coisa, que vamos crescendo.
Nos tornando mais sólidos em nós mesmos, sem precisar por isso prescindir do valor da amizade, de compartilhar os bons momentos e os não tão bons.
Sem precisar fazer de nosso peito um desrto, para poder sentir o alívio de achar um oásis e sobretudo pra reconhecer, a cada experiência, mais e melhor, que não somos o centro do mundo....Já que o que importa é buscar o centro de nos mesmos, para nos mantermos equilibrados e caminhar rumo à inevitáveis saudades e gratas surpresas que irão surgir.

28 janeiro 2007

Depois que passa




(O Velho Moinho- Vincent Van Gogh)

A fome, a chuva, a doença, a saudade...
Fica um silêncio, um eco, fica uma vontade,
De que tudo se reforme,
Que o navegador dobre de novo,
O Cabo da Boa Esperança.

Fica uma lembrança congelada,
sem aroma, sem textura e sabor,
que vai amarelecer e desmanchar,
soprada pelo vento, se perder,
até amanhã, ou depois.

Depois de virada a página,
depois de esquecida a fotografia,
o pó assume esse domínios,
lento mais incansável,
tomará toda essa Quinta Perdida.

Então, um dia se somará aos outros,
as folhas viradas do calendário,
sem legenda, sem sumário,
cardápio farto para Cronos, devorador.

Mais tarde, pórem,
visto a vida dar-se em ondas,
como um entulho na praia,
ainda irá voltar.

Olharemos assim, entortando o pescoço,
num esforço para reconhecer,
de onde vem essa familiaridade,
até que venha um gosto amargo na boca,
ou uma terna melancolia,
a Fênix a renascer.

Nesse instante toda a espiral do tempo,
desmancha e cai,
podemos logo nos ver de volta,
tantos anos antes, tanta vida antes...

...

Quem será que vai deixar essa porta aberta,
quem vai esquecer o sinal de alerta,

Quem vai rápido balançar a cabeça,
pra logo esquecer?

Pra ficar só aqui



Coloco essas poucas palavras,
pra registrar a falta que sinto,
provavelmente de algo, que nunca existiu,
não do jeito que achei que fosse.

Você até deve ler aqui e pensar,
mas vai fingir que não leu, ou não,
não,
realmente não importa mais,
deixa prá lá, ficou no passado...

Me dá saudade,
mesmo assim.

27 janeiro 2007

Em processo



Meu coração ficou apertado,
revoltoso, embora mirrado,
não fez-se de rogado,
arrebentou as costelas,
vazou pra fora do peito.

Com cara de indignado,
deu a volta ao meu redor,
mirou-me sem respeito,
deixou claro não gostar do que viu,
disse adeus e partiu.

Eu fiquei ali, vazio,
meio sem jeito,
meio suspeito,
a duvidar de tudo e de mim.

Depois de muito tempo confuso,
amontoei minha trouxa e fui,
andando pelo mundo,
a estranhar tudo que era sentimento,
por fora e por dentro,
não tinha mais porque me iludir.
(um dia isso ainda será um ecrito mais profundo e maior, mas agora ainda não é o tempo)

25 janeiro 2007

Eu não queria



Que passasse assim, tanto tempo, sem que eu pudesse dizer...

Comecei a semana fazendo coisas simples, que há muito não podia.
Lavar quintais, ajudar na limpeza e compras da casa, fazer uma comida especial, colher acerola e fazer suco...ai, ai, ai ai...que bucólico :P

Mas também comecei a fazer coisas demais ao mesmo tempo, correndo pra um lado e pro outro fazendo cotações, falando com fornecedores, ainda vendo compromissos com a empresa antiga.

Também estou me sentindo cheio...acho que é essa coisa de parar de fumar, tô comendo demais.

Engraçado...não é reclamar não, que eu to achando muito bom essa fase de desvinculação definitiva e preparação para o futuro, mesmo já em meio a tantos compromissos para atender.

Sabe o que é incrível? Isso me faz perceber o quanto eu ainda tenho que e quero trabalhar para mudar. Que tem que ser de dentro para fora e que todo muito será pouco, caso não seja exatamente aquilo de que precisamos.

No começo da semana pensei na figura da temperança e achei um tal "Pequeno tratado das grandes virtudes".
Agora eu sei bem pq me veio esse interesse. Agora eu sei, que muito mais eu tenho que saber:

"Portanto, é próprio de um homem sábio usar as coisas e ter nisso o maior prazer possível (sem chegar ao fastio, o que não é mais ter prazer).” A temperança se situa quase toda nesse parêntese.

É o contrário do fastio, ou o que leva a ele; não se trata de desfrutar menos, mas de desfrutar melhor. A temperança, que é a moderação nos desejos sensuais, é também a garantia de um desfrutar mais puro ou mais pleno. É um gosto esclarecido, dominado, cultivado. Spinoza, no mesmo escólio, continuava assim:

“É próprio de um homem sábio, digo eu, mandar servir em sua refeição e para a reparação de suas forças alimentos e bebidas agradáveis ingeridos em quantidade moderada, como também perfumes, o adorno das plantas verdejantes, os adereços, a música, os jogos que exercitam o corpo, os espetáculos e outras coisas da mesma sorte, de que cada um pode fazer uso sem prejuízo para outrem.”

A temperança é essa moderação pela qual permanecemos senhores de nossos prazeres, em vez de seus escravos. É o desfrutar livre, e que, por isso, desfruta melhor ainda, pois desfruta também sua própria liberdade.

Que prazer é fumar, quando podemos prescindir de fumar! Beber, quando não somos prisioneiros do álcool! Fazer amor, quando não somos prisioneiros do desejo! Prazeres mais puros, porque mais livres. Mais alegres, porque mais bem controlados. Mais serenos, porque menos dependentes. É fácil? Claro que não."

in , Pequeno Tratado das Grandes Virtudes
De André Comte-Sponville
Ed. Martins Fontes, São Paulo, 1999
Tradução de Eduardo Brandão

21 janeiro 2007

Tão longe e tão perto



As vezes parece que a vida deslancha um pouco, parece que o ritmo das coisas que estavam atravancadas se modifica, libera a onda e vai. As vezes quem não vinha há muito tempo aparece e a gente pode matar a saudade.

As vezes não há nada melhor que poder sentar à mesa de um bar e contar aos amigos sobre tudo que esta acontecendo. Melhor ainda se a saudade, for de bastante tempo. Acho que o coração foi feito, com a idéia de trabalhar diferente, em muitos momentos como esse, na vida de alguém. Acho que todo mundo merece.

As vezes a gente lembra de alguém com quem brigou, teve desafetos e desentendimentos e um grande ponto de interrogação se forma, vai ganhando espaço, como um eco. Esse é um bom sinal...logo poderemos reconsiderar o que passou com a saudável dimensão do tempo nos afastando dos sentimentos aflorados.

São muitos pensamentos passeando agora, pela imagem de diversas pessoas.
Hoje falei com minha mãe pelo telefone e ela disse que se preocupa comigo, com o fato deu ainda não ter conquistado o que ela acha que eu mereço. Caramba! Me surpreendi com essa fala e nem sei pq.

Hoje vou rever uma amiga que não vejo a muito tempo...
Faz tempo ela viajou para o México e nunca mais nos vimos, mesmo ela já tendo voltado para o Brasil faz tempo. Engraçado...lembrei que quando ela estava no aeroporto, aguardando o voô para voltar ao Brasil, nos falamos pelo msn. Tão longe e tão perto. Depois fiquei sabendo que ela estava falando com meu amigo, também por msn, mas essa já é outra história.

Bem vinda em sua breve estada, breve é quase tudo nessa vida, hoje em dia, a não ser que a gente coloque um pouco de história e sentimento, a não ser que a gente registre, na memória e no coração.

(Para Ana Cláudia)


Quando escolhi a imagem que anteriormente ilustrava esse post, sabia que não era aquela, embora fosse uma bela foto do filme "Tão longe, tão perto" do Wenders, que tem por tema aquela música massa do U2 e tb deu origem ao melado "Cidade dos Anjos"...

Enfim, agora achei. Essa é a capa de um dos filmes mais bonitos que já vi. Um drama intenso, mas que o tempo todo me trouxe a sensação de "melancolia confortada". As paisagens, a música...o clima é perfeito e a atuação impecável.

20 janeiro 2007

Sem novos desafios


René Magrite

Eles serão exatamente os mesmo que enfrentei aqui, todos os dias, durante 10 anos:

- Aprender a ouvir: Nada pode parecer tão fácil e ser tão difícil
- Não ser nem muito tolerante, nem muito egoísta, ambos exageros fazem mal para o fígado
- Sem senso de humor a gente fica chato e insuportável, até pra gente mesmo
- Julgar, alimentar expectativas e subestimar os outros, são formas de fugir de suas próprias limitações
- Aceitar-se e aos outros, sem perder a vontade de mudar
- Ter opinião e saber dosá-la, "hay que endurecer, pero sin perder la ternura jamás" :P

Afinal, a vida É simples, a gente que complica.

Obrigado a todos por me ensinarem isso e muito mais.
Só me resta aprender :)

.......................

Esse foi meu e-mail de despedida, enviado em meu último dia na Lecom.

16 janeiro 2007

Pra entender de onde vem


"Mentira" - Créditos não encontrados

O nome desse blog é uma referência à minha data de nascimento, ao eterno questionamento sobre os "status quo" e muito intensamente sobre meu atual momento de vida.
Pra entender a origem histórica:

"A França era um país absolutista nesta época. O rei governava com poderes absolutos, controlando a economia, a justiça, a política e até mesmo a religião dos súditos. Havia a falta de democracia, pois os trabalhadores não podiam votar, nem mesmo dar opiniões na forma de governo. Os oposicionistas eram presos na Bastilha (prisão política da monarquia ) ou condenados à guilhotina.
A sociedade francesa do século XVIII era estratificada e hierarquizada. No topo da pirâmide social, estava o clero que também tinha o privilégio de não pagar impostos. Abaixo do clero, estava a nobreza formada pelo rei, sua família, condes, duques, marqueses e outros nobres que viviam de banquetes e muito luxo na corte. A base da sociedade era formada pelo terceiro estado ( trabalhadores, camponeses e burguesia ) que, como já dissemos, sustentava toda a sociedade com seu trabalho e com o pagamento de altos impostos."
...
"A situação social era tão grave e o nível de insatisfação popular tão grande que o povo foi às ruas com o objetivo de tomar o poder e arrancar do governo a monarquia comandada pelo rei Luis XVI. O primeiro alvo dos revolucionários foi a Bastilha. A Queda da Bastilha em 14/07/1789 marca o início do processo revolucionário, pois a prisão política era o símbolo da monarquia francesa.
O lema dos revolucionários era " Liberdade, Igualdade e Fraternidade ", pois ele resumia muito bem os desejos do terceiro estado francês."

Wikipedia

15 janeiro 2007

Nós vamos chegar





Na hora certa
Na medida perfeita
Falta pouco para comemorar

E quando estivermos juntos, comemorando essa conquista tão sonhada, meu gesto de agradecimento será uma reverência silênciosa.

...

Esses dias redescobri o último CD do "Coldplay" e a música "Square One'.
Olhando sua tradução, me apaixonei por esses versos, que agora também são meus, pelo quanto me fizeram pensar e sorrir. Comentei com meu amigo que essa letra me lembra muito "Primeiro Andar", do "Los Hermanos"...show!

Ai Vai um trecho traduzido:

...

Square One (seria primeira opção?)

Você está no controle
Há algum lugar onde você queira ir?
Você está no controle
Há algo que você queira saber?
O futuro é para ser descoberto
O espaço em que viajamos

Do topo da primeira página
Ao fim do último dia
Do começo a sua própria maneira
Você só quer alguém ouvindo o que você diz
Não importa quem você é

Debaixo da superfície tentando ultrapassar
Decifrando os códigos em você
Eu preciso de uma bussola, desenhe um mapa para mim
Eu estou no topo, eu não posso voltar...

09 janeiro 2007

Deixa estar




Que toda essa passagem valerá a pena
Além da vontade, dos mandos e desmandos
Além da razão, você também está, à partir

Deixa que role uma lágrima
Por dentro e por fora, não demora
Ela vem nos redimir

Afasta esse ar parado, nuvem de humores ao seu lado
Dobra em três partes um manto santo
Coloca em seu peito pra te ajudar a respirar

Não vejo, mas sinto, seus dedos
Contando as contas do terço
Das ações que viram vontade pra nos salvar

...........................................

Vc ainda busca o que fazer pra ser feliz
De tantas coisas que deseja, não é fácil escolher

Eu ainda busco me conhecer, com ou sem novas escolhas
Ainda me falta paciência, embora não pareça tanto assim

Você precisa enxergar

Eu preciso crescer

...........................................

Eu vejo a paisagem, as vzs como suas fotos, as vzs como minhas palavras
Em preto e branco, pela preferência de não ser muito intenso
Paro e penso...enquanto você se impacienta, precisa agir

Muita música as vezes atrapalha, concluo eu
Enquanto você precisa levar uma de suas irmãs para algum lugar

Sim, eu posso ficar muito tempo sem dormir
Não, você não pode deixar de dizer, o que está entalado aqui

...........................................

O silêncio vai atrapalhar mais uma vez?
Quase pálida, mesmo a minha tez
As rimas mal feitas, ou alguns horários desencontrados
Quem sabe, talvez...

...........................................

Não deve ser por nada disso que alguém se dá ao trabalho de escrever
Mas por mim, também, não será por promessas ou clichês

O que será, por você?

05 janeiro 2007

Inspiração



Não pode haver
nessa ou qualquer outra
condição

carinho maior
lembrança mais dedicada
sorriso a qualquer hora

admiração
referência
devoção

pode haver um parque
um jardim com mesas amplas
o som de vozes conhecidas
em músicas e conversas

abraços de festividades
e muitas memórias
de todas as águas

um sopro de brisa
e salada
carne bem passada
cerveja gelada

não pode haver
espaço
para o que não vale
o que não é valor
o que não cativa
o que não toca o coração

só pode haver
a melodia
natural
daqui e das outras
terras das nossas origens

também pode
um olhar perdido
que tenta antecipar
o futuro escondido no tempo

olhar que logo retorna
e se volta
aos olhos que prendem
acolhem e incentivam

olhar pode
pode tudo que é bom
enquanto pessoa humana no mundo
que ainda nao é defunto
e tem bem que aproveitar
aqui
pra viver
e amar!

:)

(Para Marisa de Lima, em 07/12/2002)

03 janeiro 2007

Seria cômico mesmo que não fosse



Caramba...incrível.
Dei risada de mim mesmo. Estava com medo de escrever o 1º post do ano...
:P
Muita expectativa. Quase que eu amarelei hoje.
Pro meu alívio, coloquei uma música do Zeca e ... puuuutz, tudo a ver.
Minha casa...aqui é minha casa virtual, não dá pra ficar com medo de colocar, o que eu quiser...sem grandes cobranças.
Tipo...deixar uns pés de meia na sala.
O legal é que a letra fala tudo o que eu queria e já tentei dizer algumas vezes aqui.

Não quero ser trite...Não quero ser alegre...Nem quero ser estanque :)))
Perfeito isso!
Aí vai a letra toda:

Minha Casa
Zeca Baleiro

É mais fácil cultuar os mortos que os vivos
mais fácil viver de sombras que de sóis
é mais fácil mimeografar o passado
que imprimir o futuro
não quero ser triste
como o poeta que envelhece
lendo maiakóvski na loja de conveniência
não quero ser alegre
como o cão que sai a passear com o seu dono alegre
sob o sol de domingo
nem quero ser estanque
como quem constrói estradas e não anda
quero no escuro
como um cego tatear estrelas distraídas
quero no escuro
como um cego tatear estrelas distraídas

amoras silvestres no passeio público
amores secretos debaixo dos guarda-chuvas
tempestades que não param
pára-raios quem não tem
mesmo que não venha o trem não posso parar
tempestades que não param
pára-raios quem não tem
mesmo que não venha o trem não posso parar

veja o mundo passar como passa
uma escola de samba que atravessa
pergunto onde estão teus tamborins
pergunto onde estão teus tamborins
sentado na porta de minha casa
a mesma e única casa
a casa onde eu sempre morei
a casa onde eu sempre morei
a casa onde eu sempre morei

30 dezembro 2006

Eis que



É chegada a hora
Do rufar dos tambores
De lembrar dos amores
De rir e chorar

Esse é o momento
De almejar boa vontade e contento
De aspirar novas terras, novos ares
De esperança aos milhares
De alegria pra começar

...

Confesso que ainda acho isso tudo um pouco engraçado. Meio ritualístico e padronizado demais.
Minha cara fazer um comentário rabugento desses...

...

Lembrei de um amigo meu que tava tomando "uns remédio pa cabeça" e resolveu parar.
Eu chamei a atenção dele e le me respondeu:
_Ah não me acostumei a ser feliz...
Fiquei bravo de ouvir isso dele, mas entendo muito bem

...

Toda essa esperança e alegria programadas não me apetecem muito
Mas eu tenho que reconhecer que quanto mais velhor fico, menos resistência a essas bobeiras eu guardo, consigo até entrar um pouco na onda

Fico pensando sobre resoluções de ano novo, coisas a mudar, ou não em mim
Seria mais fácil se eu não tivesse resistência
Prometer milhares de coisas a mim mesmo seria mais fácil...eu realmente não gosto de prometer

...

Mas, que cada um use desse momento da melhor forma que bem lhe aprouver
Abraços a todos
Tenho muito em que pensar
:)

26 dezembro 2006

Não há nada



Mais obscuro para você, do que você mesmo
Ninguém tem mais dificuldade de te enxergar
Nada mais difícil que afastar-se de seus interesses
E ser isento, seja qual for a razão
Mesmo que a razão seja beneficiar a si próprio

Nenhuma imagem pode ser mais surpreendente
Que a nossa própria cara no espelho
Essa estranheza de nao ver aqueles que somos
24 horas por dia

Figuras de Labirinto
Estamos sempre a dobrar
As esquinas, sem saber

Sem podermos ser
Mais rápidos que nós mesmos

Pra escapar

(Após assistir Scanner Darkly)

23 dezembro 2006

Espero



Tudo o que falta acontecer
Terá seu momento certo
De longe e de perto
Decerto, só falta o tempo definir

Procuro e nem bem vejo
Recai sobre mim a ansiedade
A bem da verdade
não há mais pq me aflijir

Os passos já foram dados
Talvez estranhos
Talvez ousados
Os passos irão nos levar

Que essa terra seja fértil
Que esse tempo seja abençoado
Afortunados os amigos ao meu lado
Bendita a chance de viver

19 dezembro 2006

Senhor



Ilumina minha vida com sua luz,
Ajuda-me a abrir minha percepção para sua presença,
Inspira meu pensar e agir, hoje e todos os dias.

Permita que eu reconheça desejos egoístas e não me dobre a eles,
Que eu possa discernir com clareza as minhas responsabilidades e as do próximo,
Ainda que as vontades do mundo se mostrem vorazes,
Não sejam elas a prevalecer em minhas decisões.

Seja minha razão boa moderadora de minhas emoções,
Que a verdadeira emoção, equilibrada pela boa razão,
Me permitam dar sábios passos na vida,
Seja qual for a adversidade surgida,
Mais possa eu, agradecer que maldizer.

Que os mistérios que envolvem Sua natureza divina,
Possam a mim ser traduzidos pela fé,
Que sejam mais fortes os princípios que os dogmas,
Que Sua verdade e vida me elevem, acima da emoção e da razão,
Para o seio dos milagres da paz de espírito e da compaixão.

Estenda Pai, essas bençãos a meus irmãos.
Graças a Ti, meus pedidos também são uma forma de gratidão.
Amém.

Rogério Farias

17 dezembro 2006

Tomara que caia!



Tudo o que é pretensão e menosprezo ao próximo e a ilimitada capacidade humana.
Que caiam os acordos e conchavos, assim como os privilégios e privilegiadores.

Confesso que acho um pouco cansativo, tentar explicar às “lideranças” que, ao considerar que os seus não estão preparados, não tem maturidade ou visão para isso e para a aquilo, estão desvalorizando-os e relegando-os à insatisfação inevitável.

Sim, esse é um tema muito presente em minha vida hoje.
Fico impressionado ao verificar o quanto a educação burguesa de terceiro mundo, tem tudo a ver com a perpetuação dessa ideologia arcaica, onde as elites sabem o que é melhor para todos e para “evoluir do jeito certo” é preciso assentir com a política da boa camaradagem. Chacota!

Nada profissional. Mas beleza. Por enquanto é só pessoal.

12 dezembro 2006

O Nó



Qual a origem e o significado da expressão "nó górdio"?

Segundo Guilherme Augusto Simões, no seu Dicionário de Expressões Populares Portuguesas (Publicações Dom Quixote, Lisboa), a expressão remonta a Alexandre Magno: «Nó górdio – O fulcro da questão; o motivo principal, mais difícil; a dificuldade que não se consegue vencer (nó que, não podendo desatar-se, se dizia que, se alguém um dia o conseguisse, seria senhor do mundo. Alexandre Magno, não podendo desatá-lo, cortou-o com uma espada. Tal atitude passou a simbolizar a capacidade de resolução perante uma dificuldade suposta invencível. Górdio deriva de "gordium", onde se encontrava o nó)».

05 dezembro 2006

Entre xingar e orar


Eu ainda fico sem jeito e com vontade de rir.

O poder cega e o rancor corrói,
O medo entrega, tudo que mais lhe dói.

Besteira pouca é bobagem, deve ter muito mais ainda por vir.

Peço por tudo, alguma simplicidade para que consigamos respirar,
A libertação desse viés adoentado, desse mal olhado a nos vigiar.

Não falo de culpas, desculpas ou outras vontades,
Peço por todos nós, acabando de decidir,
Melhor não rir nem xingar,

Amém.

01 dezembro 2006

Não posso nem me xingar



De idiota, mais!
Que foda, não?!

Em tempos de seguir o que é politicamente correto,
Essa seria uma gafe e falta de noção, imperdoáveis.

Esse termo, idiota, que é bastante comum no popular:
do Lat. idiota > Gr. idiótes, homem de espírito curto, ignorante;
Serviu para identificar historicamente aqueles que hoje chamamos de:
Pessoas com necessidades especiais,
e os mais vulgares ainda chamam de:
Retardados.

Vendo dessa forma, seria realmente um equívoco me colocar o adjetivo.

Uma, que eles não mereceriam a comparação.
Pois são incontidamente expontâneos em suas necessidades e pontos de vista,
Motivo que reforça aos outros, ditos normais, o olhar torto e constrangimento.

Esse problema eu não tenho.
Não posso ser chamado de idiota por essa característica,
Pois estou, cada vez mais, especialista em engolir sapo,
Em passar batido sobre minhas necessidades,
Pra honrar compromissos com qq um,
menos comigo mesmo.

Duas, que de uma visão mais abrangente,
Eles devem ter exatamente o oposto do meu problema.

Eles tem limitações, onde eu tenho falta de limites.
Pois eu bem podia dizer, alto e claro mas decido, não fazê-lo,
Devia poupar meu corpo e mente de vários transtornos,
Mas pareço buscar, obstinadatemente, me inflingir auto punições,
Assumir sozinho a carga mais pesada, pra me lamentar da solidão.

Puta que o pariu!
Isso realmente tá foda...

Não tem mais a menor graça ou chance de me realizar,
Pq é óbvio que trata-se de alguma maldita distorção psicológica,
Algum complexo, fuga, tranferência, seilá, que diabo é isso.

Mas olha...
Eu realmente tenho que tomar alguma providência,
Do jeito que tá, realmente,
Não dá mais p ficar.

29 novembro 2006

Tenho um amigo



Com esse eu sei que posso contar.

Já passei muito mal por achar que tinha pessoas com quem contar,
Já levei bastante porrada e decepção é o que não faltou,
Ouvi e vi coisas que não imaginava de quem menos esperava,
Passei um último ano de cão, não o pior, mas o mais difícil da minha vida.

Tô segurando a onda, mas teve dia que eu babei,
Passei mal até, xinguei, calei, chorei até secar.
Teve dias e problemas pra todos os gostos,
Só não houve sequer um momento em que eu duvidasse dessa amizade.

Em muitos desses piores momentos, foi ele quem me ouviu e me deu força,
Mas mesmo quando ele não estava do meu lado,
A certeza de poder contar com ele, me fazia segurar a barra,
Ter mais força e esperança de vencer.

_Amigo...sem mais palavras, pq só essa já basta pra dizer quem é vc.

28 novembro 2006

É nessa hora



Que a gente pensa se tudo isso vale a pena,
se a alma, bla, bla, bla e tudo mais.

Quem me dera dizer tanto faz,
que não me dera a vida, dizer isso assim, tão fácil.

Quem me conhece deve bem fácil dizer, que eu faço, sempre, o caminho mais difícil.
Não nego, exatamente pra poder ter o benefício de não reconhecer.

Na defesa do meu ponto de vista,
mais vale dar razão a quem não abre mão de ter.

Assim como eu,
:P como você.

25 novembro 2006

Decisão (Perfil do Orkut)



Começar é sempre difícil,
Pior quando o começo é uma desistência.

Desistência é palavra feia, né?
Daquelas que nunca se deve dizer,
Então, não vou repetir.

Não tem importância, tanto assim,
Mais importante é reconhecer a sabedoria de desistir,
Quando não se está indo a lugar algum.

Importância!
Essa sim é palavra bonita!
Que a gente busca a vida toda,
Ter e entender, quem e o que tem.

Olha!
Mas que busca é essa meu Deus?!
Não fosse o Senhor, assim, Perfeito,
Jurava que era injusto.

Que os pobres coitados dos homens,
Enganam-se tanto, nessa busca...

Decerto, que quanto mais se envolvem, afoitos à procura,
Mais erram e deixam-se levar pela ilusão.

Quase, faz pouco tempo, fui eu,
Estava certo de poder acreditar,
Tinha dado graças, já.

Imaginava mesmo que fazia sentido, essa esperança,
Que era bem bobagem eu não acreditar,
Que tinha importância, ah sim.

Ora, pois...
Mas o que isso importa?

Não sou agora de amargar e maldizer,
Vou ficar triste sim, um pouco,
Mas é o que me basta pra saber.

É bem bom mesmo, eu ficar aqui o quanto não puder evitar,
Breve seja esse tempo,
Breve tudo, pra que eu possa partir.

Rogério Farias.

Quem vê, pensa



Que eu tenho alguma coisa com a Eiko.
Bem, eu realmente tenho algo com ela, que pra mim é muita coisa.
Nos últimos tempos ela não foi minha musa, mas minha leitora preferencial.
Sempre que eu tava com um aperto, uma inspiração, escrevia pra ela no orkut.

Já tive algumas musas na vida... e um monte de papel ficou com coisas escritas e desenhadas nesses momentos e inspiração e puca vergonha do pouco talento.

Ah! Lembrei tem um escrito que eu gosto muito e coloquei no meu perfil do orkut.
Na noite em que eu escrevi, estava bem triste, meio resignado, pq alguém que sempre me faz sentir mal, tinha dado mais uma mancada comigo.

Não lembro mais qual foi...

Palavras para Eiko IV



Mãos dadas

Não serei o poeta de um mundo caduco.
Também não cantarei o mundo futuro.
Estou preso à vida e olho meus companheiros
Estão taciturnos mas nutrem grandes esperanças.
Entre eles, considere a enorme realidade.
O presente é tão grande, não nos afastemos.
Não nos afastemos muito, vamos de mãos dadas.
Não serei o cantor de uma mulher, de uma história.
Não direi suspiros ao anoitecer, a paisagem vista na janela.
Não distribuirei entorpecentes ou cartas de suicida.
Não fugirei para ilhas nem serei raptado por serafins.
O tempo é a minha matéria, o tempo presente, os homens presentes,
a vida presente.

Drummond

Palavras para Eiko III


Retoque digital de óleo sobre tela: Headlands
do pintor inglês George Underwood


eu receito chocolate, mas não meio,
muito amargo, pq agora é o que eu posso pensar,

eu li uma declaração de amor,
dessas tipo irmão,
no orkut de uma guria que eu conheço,

é triste,
pq me parece que ninguém,
nem pensa,
pra dizer que ama,

diz que ama,
mas passa, bem rápido

basta não ser mais útil,
ou incomodar,
ficar inconveniente

coisas da vida né...

foto amarela...
mancha amarela na camiseta velha...
lembranças que a gente jurava
que nunca ia esquecer

"Quando eu não, você nem, mais nada e ninguém" - Palavras para Eiko II



estive em sampa e nem te vi
saudade
vontade de ficar mais
vontade de voltar e descansar

pra todos que vem e que vao
saudacoes de chegada e partida

partida minha cara
partidas, minha cara

em outras horas
muita demora e esperas
vazias
cheias de coisa pra se desencantar

desencantando-me vou ficando nu

irreconhecível pra mim
indiferente para os outros
estilhaço que a maré trouxe
deixou na praia
pra tarde toda passar, sem que se possa

ela vai voltar
arrastar-me novamente
bem mais forte que eu
me levar
batendo forte
me fazer virar
mais pedaços de despedaçado
espalhado

depois acumulado
depois jogado pra fora
de mim mesmo

...

se você passar na praia
se você olhar o céu nublado
o sol branco como a lua
se você olhar

joga seu ankh sobre mim

ressuscita esses cacos de ossos
na forma do Corínthio
pra eu comer alguns olhos
e voltar a enxergar
pra ver você piscar
e partir com um sorriso

Eiko...
Rogério Farias

Palavras para Eiko I



vira e mexe
meu coracao aperta
a dor me lembra vc
me lembra saudade
evoca e esvai-se

vira e mexe
eu caio da cama
dançando nos sonhos
arrasto-me pelas paredes
colo no teto

discreto
o qto posso
me remoô em remorços
azedo em maus tratos
faço e tropeço
oi e tchau, obrigado

e vc? o que acha?
qta falta de graça
esses sorrisos amarelos
que rodeiam-te
sem deixar passar
brisa qualquer

pq vc nao volta?
pq eu nao saio?
pq todo mundo
foi cada um
pro lado de ninguém?

por qto? por quem?

dois dedilhados
tres batidas, secas
tórax caixa de som
ai, como me falta
o bom tom

como se deve deixar partir
como se pode permitir
parar de perguntar
o que nos mantém?

abençoada seja
iluminada esteja

amém

Nau



To cheio de vontade de que esse blog não se perca.
Mas minha cabeça não anda lá essas coisas.
Assim, vou recuperar uns escritos que eu gosto bastante e publicar aqui.
[]´s.

14 novembro 2006

Pra nascer


Ninguém pede, mas também, só diz que não queria aquele que não tá legal...aquele que, provavelmente, já perdeu o senso do ridículo.

A gente nasce e vive, vendo o tempo passar, até chegar o momento da morte, do qual ninguém sabe muita coisa, mesmo já tendo ouvido falar um bocado sobre ele.

Ouvem-se boatos, teorias e também a(s) fé(s), que orientam tudo, como foi desde o começo dos tempos e com certeza será para nós também.
Engraçado...eu já ouvi coisa diferente disso também, sabe?

Sabe umas histórias assim, de uma escultura que já estava pronta, dentro da pedra e o escultor só tinha que tirar o excesso pra ela aparecer?
Tenho uma amiga que é cheia dessas. A última de que me lembro é que a filha dela queria chamar Valentina. Daí o nome veio surgindo e por ser pouco comum, ela até que tentou evitar, mas não deu. Ficou Valentina.

Acho que é uma idéia, que salva a gente um pouco, dessa sina jogada na cara de "não pedir pra nascer e ainda ficar a vida toda esperando pela morte".

Se a gente pede pra nascer, mesmo já devendo saber que vai sair dessa vida um dia, quer dizer que a hipótese do "nada" após a morte não se aplica.
Além de me dar a impressão de que deve bem valer a pena tomar a decisão de vir e viver, ou a gente é muito idiota...
Bem, isso não vem ao caso!

O fato é que essa coisa nasceu, agora.