24 outubro 2008

Mares




Olha!Quão profundo é o oceano,
Que margeia tuas praias,
Que reflete nos teus olhos,
Um pouco do azul,
Que mora, dentro de você.

Ouve, o som das ondas,
Também batem às pedras,
Em votos de saúde e paz,
Eu daqui, desejo-lhe tudo isso e mais.
...
Eu te desejo,
Um pouco pro mundo,
Outro pouco pra mim,
todas as partes, pra si.

Também te desejo,
Que o desejo não a escravise,
Mas também não te deixe,
Em apatia, ou deslise, enfim.

Que sua alma, feito caleidoscópio,
experientente a doçura do ópio,
A muitas coisas se permita e principie,
Mas em nada, nunca se vicie.
...
Eu te agradeço a companhia,
Que mesmo rara e as vezes fria,
Nunca nos deixe numa história vazia,
Nosso baile, nunca chegue ao fim.
...
Peço que sofra, mesmo sendo feliz,
Cuide que também os que te acompanham,
Não se percam em ilusões demais,
Mas se assim for, também não os deixe,
Pra trás.
...
Pra trás não fique nada de essencial,
Pra frente, tudo que ainda brilha os olhos,
Por dentro e pra fora toda a festa,
Que sua vida vem coroar.

17 outubro 2008

Graça da Esperança


Como é difícil enfrentar a nós mesmos,
Com todo o brilho do ego que nos cega,
Com toda a proteção dos medos,
Que nos emburrece demais.

Como é simples enxergar a falha e desgraça alheia,
Mas não o que ela permeia,
Enviesado, dentro de nosso peito.

Ai! Que dor, esse defeito!
Não! Volta esses olhos acusadores pra lá!
Quem é você pra falar?
Quem sou eu pra reconhecer essa chaga que há em mim...

Deixa, deixa que não há porque nisso mexer...

Decerto, que se não houver alarde,
Essa chama que arde, esfriará enfim,
Decerto, se aos olhos não for tão claro,
Se cobrir de camadas de mentira e omissão,
Não terei de lançar mão, de mudar alguma coisa por aqui.

Salva-me Deus, façamos assim, um acordo bom,
Que, se eu me humilhar a ponto de ter fé em ti,
Que não tenha mais que temer a nada, nem a ninguém,
Sobretudo, que eu não tenha que sentir dor,
Nem mudar, um fio de cabelo que seja, em mim.

14 outubro 2008

Cansa




Cansa
ver que tudo muda, mas na maioria das vezes é uma casca que cai, ou é trocada. A essência, que é o que importa, continua lá, intocada.

O desprezo pela mesmice vira propaganda pra gente admirar-se da originalidade, da última sacada de marketing e a oferta real de benefício é uma corrida sem fim, pra seduzir a gente, a consumir mais.

A gente, que fica tonto, de tanto que não sabe mais, viver sem ser consumidor. Mesmo que o mundo esteja ruindo, sobre a estrutura podre dessa marcha fúnebre gloriosa do consumo. Estamos de novo boiando na superfície, ok ... mas deseperados de terror por saber que logo iremos afundar?

A pergunta é: Se a injeção de dinheiro dos governos nos bancos privados vai estancar a hemorragia?
É essa a melhor pergunta que podemos nos fazer, atônitos e desesperados, chorando como crianças e pedindo no escuro que alguém afaste o monstro que nos ameaça?!

O caminho da tomada de consciência e da revisão de valores está, cada vez mais obviamente em nossas mãos.
Nossas mão comuns que trabalham e sustentam as famílias, que sustentam os bancos e empresas. Mãos que já vem revolucionando a lógica da informação no mundo através da internet e das redes sociais.

Passando do senso de poder que experimentamos hoje, para a consciência, e dessa para a atitude ética, a somatória magnífica de cada um desperdiçando menos, consumindo com inteligência e valorizando a vida é ...

Então, a Crise Mundial é de que mesmo?